domingo, 23 de agosto de 2009

retrato do artista quando jovem

Organizado em ordem cronológica, o livro resgata não só as primeiras experiências com a música - seu primeiro instrumento foi uma bateria, sua tia era cantora profissional - mas também a relação do pequeno Cobain com as artes visuais. Do cavalete de pintura presenteado pelos avós, em 1975, ao diploma de "excelência artística" recebido dez anos pela participação no concurso de artes da cidade natal, Olympia.


saiba mais
Guitarra destruída de Kurt Cobain é vendida por US$ 100 mil
Bebê do Nirvana refaz capa de disco aos 17 anos
Krist Novoselic fala sobre briga entre Nirvana e Guns em 1992
Cinzas de Kurt Cobain são furtadas de viúva do cantor
Escritos de Kurt Cobain viram estampa de tênis
Na adolescência e mesmo mais tarde como músico consagrado, Cobain continuaria a manifestar seu interesse pelo aspecto visual de seu trabalho, seja grafitando os muros da cidade, criando flyers e cartazes de shows para as bandas locais ou planejando os clipes e as imagens do encarte de discos do Nirvana como "Nevermind" e "In utero".


'Curador de sobras do pop'

Os fãs do Nirvana devem reconhecer facilmente nas páginas do livro algumas das obsessões estéticas de Cobain, incluindo sua fixação por bonecas de porcelana, mapas de anatomia humana, macacos de brinquedo e diversas referências a seriados de televisão dos anos 60. "Basta olhar as esquisitices da letra de 'Smells like teen spirit'. Um mulato, um mosquito, minha libido. A maneira como essas imagens vão e vêm quase como se estivéssemos assistindo à televisão e trocando de canais", sugere Cross, citando ainda a música "Floyd the Barber", que seria uma referência a um personagem do seriado "Andy Griffith show", da TV americana. Para o autor, Cobain, com sua mania de levar para casa todo tipo de quinquilharias que encontrasse pela frente, acabou se tornando "um curador de sobras absurdas da cultura pop americana" e um "habilidoso crítico cultural".

Nenhum comentário: